Redesign da embalagem Pringles. É decisão estratégica.
O redesign da Pringles é um bom exemplo de como embalagem não é apenas forma — é função, contexto e adaptação cultural.
Emerson Nóbrega
4/27/20261 min read
O que antes era um personagem cheio de volume, sombras e expressão, foi reduzido a um ícone quase essencial. O Mr. P perdeu camadas, ganhou síntese. A tipografia ficou mais direta. O sistema mais coeso entre os sabores.
Visualmente, tudo parece mais simples — mas essa simplicidade carrega uma decisão complexa.
Hoje, a embalagem não vive mais só na gôndola. Ela precisa funcionar em múltiplos pontos de contato: e-commerce, aplicativos, thumbnails, redes sociais. Nesse cenário, excesso de detalhe não é riqueza — é ruído. Simplificar deixa de ser uma escolha estética e passa a ser uma estratégia de performance.
E é exatamente aqui que entra o papel do designer de embalagem.
Não como alguém que “faz layout”, mas como quem traduz comportamento em forma. Quem entende que reduzir elementos pode aumentar reconhecimento. Que consistência de sistema vale mais do que variações pontuais. E que, muitas vezes, o maior desafio não é adicionar — é decidir o que retirar sem perder identidade.
O redesign da Pringles também abre uma discussão relevante: ao buscar eficiência e clareza, até que ponto a marca se aproxima do genérico? O antigo Mr. P tinha mais expressão, mais personalidade. O novo é mais icônico — mas também mais contido.
Esse tipo de decisão não é neutra. Ela impacta percepção, memória e diferenciação na prateleira.
Por isso, redesign não deveria ser conduzido apenas por tendência ou estética. Ele exige repertório, leitura de contexto e, principalmente, responsabilidade estratégica.
Porque no fim, embalagem não é só o que protege o produto.
É o que sustenta a marca.
Emerson Nóbrega
Designer de embalagem com foco em vendas.
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